
O Cedro Australiano (Toona ciliata var. australis)
é uma espécie exótica, proveniente de várias regiões da Austrália.
Apresenta bom crescimento em regiões de 500 a 1.500 m de altitude
e com regime pluviométrico de 1.200 a 1.800 mm/ano, com 2 a 6 meses
de estiagem. Tolera geadas leves de curta duração. As plantas não
suportam solos mal drenados, que acarretam morte por encharcamento
das raízes.
No Brasil o Cedro Australiano encontrou condições favoráveis ao seu
desenvolvimento, que é comparável ao do eucalipto. Isso não significa
um rendimento igual ao do eucalipto, uma vez que a tecnologia brasileira
é a melhor do mundo na produção específica dessa espécie.
O desenvolvimento do Cedro Australiano na região de Campo Belo - MG
(Campo Belo, Cristais, Cana Verde, Sto. Antônio do Amparo) tem sido
excepcional, sendo que as plantas alcançaram 3,0 m aos 12 meses de
idade. Em Venda Nova do Imigrante – ES, foram observadas áreas de
plantio de 2 anos e 8 meses com árvores de porte médio de 6 m e plantios
com 6 anos de idade e porte de 10 metros de altura.
A idade “ideal” de corte do Cedro é aos 15 anos, podendo ser antecipada
ou adiada, dependendo das condições específicas do povoamento ou da
necessidade do produtor.
Sua madeira é muito semelhante à do cedro brasileiro (Cedrela
fissilis), nativo do Brasil, indicada para a fabricação de
móveis finos e acabamentos em construção civil. A madeira de ambos
está cotada em R$ 1500,00/m3 ( outubro/2007).
O crescimento rápido da planta permite o consórcio com outras atividades:
agrícola, já no primeiro ano, ou pecuária, a partir do segundo ano,
o que reduz os custos com a manutenção da floresta e gera renda antecipada.
Para a implantação de consórcios, ou sistemas agroflorestais (SAFs),
é recomendado o espaçamento 8 x 2 m, que permite a mecanização e aumenta
a insolação na área.
Nunca foram observados ataques da broca da gema apical (Hypsipyla
grandella) no Brasil desde que o cedro australiano foi introduzido.
Por esta razão a Toona é considerada resistente a esta
praga que causa grandes danos ao cedro e mogno brasileiros.