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TRATOS CULTURAIS

É importante ressaltar que, para se obter produtividade em condições normais de cultivo, é necessário que tratos culturais como correções de solo, controle do mato, adubações e desramas, sejam realizados até o quarto ano da cultura, período este considerado como “Implantação”.

Recomendações de calagem e adubações

Estudos conduzidos na UFLA e em outras instituições, permitem fazer algumas recomendações de plantios para espécies florestais. Para o Cedro Australiano, vários trabalhos vêm sendo realizados buscando informações mais consistentes sobre o manejo da espécie, visando o seu bom desenvolvimento.

Deve-se ter o cuidado de não generalizar para o Cedro Australiano as recomendações de adubação adotadas em outras culturas (eucalipto, por exemplo), pois são espécies distintas em relação à demanda de fertilidade e nutrição de plantas.

A calagem deve ser feita em área total. É indicado o uso do calcário dolomítico (> 12% de MgO) visando elevar a saturação por bases para 60% na camada de 0-20 cm. A análise de solo da camada de 20-40 cm irá definir a necessidade ou não da aplicação do gesso. Em áreas não mecanizáveis recomenda-se a dose de 200 gramas de calcário e/ou gesso por cova. Consulte um técnico qualificado antes de usar qualquer corretivo ou fertilizante.

A adubação de plantio consiste da aplicação de 350 gramas por cova de superfosfato simples como fonte de fósforo e enxofre, sendo este último um nutriente limitante ao desenvolvimento da cultura. Esta aplicação deve ser efetuada de uma única vez, por ocasião do plantio.

Em geral utiliza-se também um fosfato de menor reatividade (29% de fósforo total, 9% solúvel) no fundo da cova ou sulco de plantio. Neste caso, a dose sugerida é de 250 gramas por planta.

As adubações de cobertura devem ser parceladas em pelo menos três vezes, aos 30, 60 e 90 dias após o plantio, de preferência em dias chuvosos, com a aplicação de uma dose média de 50 gramas de 20-00-20 por cova (em cada adubação), totalizando 150 gramas do produto ao final da 3ª adubação. Embora o potássio seja um nutriente que tem apresentado menores respostas nos trabalhos conduzidos até o momento em condições de campo, em função da pobreza natural dos nossos solos no nutriente e considerando que se planeja a cultura para um período longo de tempo, sugere-se sua aplicação junto com a adubação nitrogenada através do formulado acima recomendado, de maneira a se prevenir sua deficiência.

É recomendada também a aplicação de micronutrientes (em geral FTE Br 12 ou equivalente) na quantidade de 10 gramas por planta até o final do período chuvoso. EVITE pulverizações foliares ou outras fontes de micronutrientes.

Experimentos sobre nutrição com plantas de Cedro Australiano, em laboratório e em campo.

O psilídeo branco

O Psilídeo branco é um inseto que dependendo da situação, pode trazer danos a cultura do cedro australiano. Uma grande população deste inseto no campo pode  causar redução do crescimento das plantas e aumento de brotações. Os materiais clonais de cedro australiano apresentam resistência em diferentes níveis  contra o psilídeo branco, sendo o material seminal totalmente suscetível.

Recentemente foi observada a importância do bom manejo nutricional dos plantios, utilizando os micronutrientes boro e zinco na redução da incidência e severidade dos ataques do psilídeo branco. O mais indicado para estas situações é procurar o auxílio de um profissional qualificado para auxiliar no problema.

As ninfas do psilídeo branco são facilmente reconhecidas pela secreção semelhante a uma espuma branca presente em seu dorso.

O psilídeo ocorre principalmente no período de estiagem, entre março e setembro.

Existem muitos inimigos naturais para a praga, sendo os principais o bicho lixeiro, algumas espécies de percevejos e pequenas aranhas.

Casal de psilídeo adultos em cópula. Adulto (esquerda) e ninfa com cobertura branca (direita) de psilídeo branco lado a lado.

Sintoma clássico da presença do psilídeo: folhas encarquilhadas e com má formação. Aglomerado de psilídeos em parte tenra de uma muda de 6 meses. 

Estudos preliminares no controle do psilídeo branco

 

Pesquisas realizadas em campo demonstraram as melhores formas de combate ao Psilídeo, inseto sugador comumente encontrado em plantios de cedro australiano.

Tais estudos foram realizados no município de Campo Belo, Minas Gerais, em plantas de 1 ano e meio de idade. Abaixo seguem considerações relevantes sobre estes estudos.

Pesquisa com micronutrientes no controle do psilídeo branco

Em relação à adubação com micronutrientes, foi possível observar diferença estatística entre a testemunha e os tratamentos com Zn e B (Figura 3, Tabela 3) realizados em plantas de 1 ano e meio no município de Campo Belo, MG. Menores incidências do psilídeo foram observadas nas subparcelas com Zn, B e B+Zn, 12,4, 13,9 e 12,4 %, respectivamente, tendo a testemunha o maior índice (17,32 %), mostrando a importância de uma adequada nutrição mineral das plantas de cedro.

Incidência média em percentagem de Psilídeo na cultura de cedro australiano (Toona ciliata), nos diferentes subparcelamentos de adubação. UFLA, Lavras, MG, safra 2010. Médias seguidas das mesmas letras, não diferem estatisticamente entre si, ao nível de 5% de probabilidade, pelo teste de Tukey.

Foi verificado que o melhor período para aplicação dos micronutrientes é a primeira quinzena de março.

Pesquisa com inseticidas no controle do psilídeo branco

 

No controle do Psilídeo por pulverização de inseticidas em cedro australiano, no município de Campo Belo em plantas de 1 ano e meio de idade, a menor incidência do inseto nos folíolos foi constatada nos tratamentos com Imidaclopride, Triazofós + Imidaclopride, Triazofós + Imidacloprido + Óleo Mineral, Deltametrina + Imidacloprido e Deltametrina + Imidacloprido + Óleo Mineral (Tabela 1). A menor intensidade da praga foi observada no tratamento com Imidacloprido (11,75%).

Incidência média (%), de Psilídeo na cultura do cedro australiano (Toona ciliata), nas diferentes aplicações de defensivos. UFLA, Lavras, MG, safra 2011/2012. Médias seguidas das mesmas letras, não diferem estatisticamente entre si, ao nível de 5% de probabilidade, pelo teste de Scott-Knott.

Caracterização dos tratamentos com inseticidas.

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