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Instrumentos Musicais Feitos Em Cedro Se Destacam Por Sonoridade E Resistência

Instrumentos musicais feitos em cedro se destacam por sonoridade e resistência

A madeira de cedro tem várias funcionalidades e aplicabilidades, uma delas é servir como matéria-prima para a confecção de instrumentos musicais.

O cedro é comumente usado pelas características sonoras, densidade e pela fácil usinabilidade, ou seja, por ser facilmente cortado, torneado, fresado ou furado sem prejuízo de suas propriedades mecânicas.

“O cedro por ser uma madeira de densidade média/baixa tende a enfatizar sons mais graves devido a propagação das notas em baixa frequência, no entanto, em instrumentos maciços como a guitarra, no qual o uso mais comum seria com captação eletromagnética e ligados em amplificadores, a atenção se voltaria mais para questões como peso, usinabilidade, resistência ao processo de montar e desmontar para eventuais manutenções e facilidade para se obter um bom acabamento”, explica o Luthier Otton Arruda Neto, da Luthier Shop, de Belo Horizonte.

O profissional trabalha com instrumentos musicais desde 1981, e destaca que o uso do cedro sempre foi muito comum, por ser uma madeira de fácil acesso.

Instrumentos musicais feitos em cedro

Em sua empresa são fabricados: violão, baixo e guitarra.

Para a fabricação de cada parte dos instrumentos, o luthier utiliza materiais específicos, sendo: para o braço – pau-marfim, maple (importado) e muiracatiara; e para o corpo – cedro, marupá, pinho araucária, e as importadas Ash e Alder.

Mas será que o investimento financeiro vale a pena? Otton ressalta que “levando-se em conta a parte proporcional da peça de madeira a qual podemos usar, dentre outras espécies, o cedro pode ser um bom investimento.”

“Como produtor e presidente da ProCedro acho extremamente importante abrir novos mercados. A utilização da madeira de cedro na indústria de instrumentos musicais pode até não gerar consumo significativo em volume de madeira, mas garante bons preços e demonstra inequivocamente a qualidade do produto. A visibilidade gerada para a espécie também é interessante”, conclui Ricardo Vilela, presidente da ProCedro.

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